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REVISÕES E ESTUDOS

Postado em 18 de Agosto às 08h10

Creatina: A amina da energia

Durante toda a história da humanidade o homem tem buscado recursos que possam melhorar o desempenho esportivo, força física e a aparência. Nos tempos modernos, a suplementação tem sido apontada como recurso para se atingir esses objetivos, comprovadamente consumo de suplementos nutricionais é um fenômeno que vem crescendo de maneira vertiginosa com a finalidade de aumentar do rendimento físico, melhorias no tônus muscular e força.

A utilização de suplementos nutricionais como recursos ergogênicos é empregada por meio de manipulações dietéticas capazes de retardar o aparecimento da fadiga e aumentar o poder contrátil do músculo esquelético e/ou cardíaco, aprimorando, portanto, a capacidade de realizar trabalho físico, ou seja, o desempenho atlético.

A palavra ergogênico é derivada das palavras gregas ergo (trabalho) e gen (produção de) e é comumente definida como a melhora do potencial para a produção de trabalho. Nos esportes, vários recursos ergogênicos são usados em virtude de suas supostas capacidades de melhorar o desempenho atlético por meio do aumento da potência física, da força mental ou da vantagem mecânica.

A síntese de creatina ocorre no fígado, rins e pâncreas, tendo como precursores três aminoácidos distintos: arginina, glicina e metionina. Além da síntese de creatina no organismo, ou seja, da creatina endógena, a alimentação fornece cerca de 1 grama de creatina/dia, principalmente através do consumo de produtos de origem animal, tais como carnes bovinas e peixes. A concentração celular de creatina determina-se pela habilidade da célula em assimilar o nutriente a partir do plasma, uma vez que não há síntese muscular da mesma.

O corpo possui, aproximadamente, 120g de creatina, sendo que 95% desse total encontra-se nos músculos esqueléticos e 60% dessa creatina está fosforilada, formando a fosfocreatina, um composto altamente energético. Diariamente, perde-se cerca de 2g de creatina na urina, principalmente na forma de creatinina, pois 2% da fosfocreatina muscular transforma-se nesse metabólito numa reação espontânea, ou seja, independente de ação enzimática.

A maneira mais eficiente de suplementação de creatina envolve duas fases, a primeira fase de carregamento ou “saturação” (Loading Phase) tem duração de 5 a 7 dias com ingestão de 20 a 30 gramas por dia de creatina, logo após a primeira fase é feita apenas a manutenção, com a ingestão de 2 a 5 gramas por dia de creatina em um período total que varia de 4 a 10 semanas, podendo ser usada junto com outros suplementos, como aminoácidos, BCAA, proteína do soro do leite entre outros.

Referências:

POSSEBON, Janaina; DE OLIVEIRA, Viviani Rufo. Consumo de suplementos na atividade física: uma revisão. Disciplinarum Scientia| Saúde, v. 7, n. 1, p. 71-82, 2016.

JERÔNIMO, Diego Pereira et al. Influência da suplementação de creatina e cafeina sobre a fadiga neuromuscular. 2016.

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