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REVISÕES E ESTUDOS

Postado em 05 de Setembro de 2017 às 11h39

Desvendando a biodisponibilidade do colágeno

Nas células os colágenos são sintetizados como prócolágenos. Após a secreção dessas moléculas, seus fragmentos terminais são clivados por meio de enzimas extracelulares chamadas colagenases e liberados à circulação sanguínea. Do ponto de vista nutricional, o colágeno é considerado uma proteína não completa, devido à ausência do aminoácido triptofano, além da baixa concentração de outros aminoácidos essenciais.

O colágeno em sua forma bruta, na forma de fibras ou pó, pode ser submetido à reação de hidrólise, que leva à produção da gelatina e do colágeno hidrolisado. A biodisponibilidade do colágeno hidrolisado digerido e absorvido em camundongos foi demonstrada por meio de um estudo realizado em 1999. O colágeno foi administrado via oral e marcado com 14C. Passadas 6 horas após a ingestão 90% do colágeno foi absorvido, com quantidades mensuráveis acumuladas na pele e cartilagem.

Em 2005, um estudo identificou os derivados de colágeno na corrente sanguínea em forma de peptídeos após a ingestão de gelatina hidrolisada. Indivíduos saudáveis ingeriram gelatina hidrolisada (9,4-23g) provenientes de pele de porco, pé e cartilagem de frango após 12 horas de jejum. Foi demonstrado com o estudo que o colágeno hidrolisado digerido é absorvido na forma de pequenos peptídeos (di e tripeptídeos, como a hidroxiprolina) na corrente sanguínea.

Estudos apontam que a partir dos 30 anos de idade ocorre a perda de colágeno; o organismo passa a perder 1% da proteína ao ano e após os 50, passa a produzir apenas uma média de 35% do colágeno necessário para os órgãos de sustentação (pele, ossos, tendões e cartilagem). Muitas outras aplicações terapêuticas vêm sendo estudadas.

Pesquisas demonstram efeitos positivos da ingestão de colágeno hidrolisado no crescimento de cabelos e unhas. Outros estudos têm identificado no sangue ou no tecido cartilaginoso a presença de peptídeos de colágeno, após ingestão, esclarecendo o processo de absorção desta proteína.

O uso diário dessa substância não apresenta contraindicação e é capaz de estimular a produção do colágeno natural que é perdido com o passar do tempo. A quantidade recomendada de colágeno é de 10 gramas por dia. Na forma de pó deve ser misturado a 200 ml de água ou suco, consumido nos intervalos das refeições e na forma de cápsulas durante as refeições. Como benefício, proporciona a saciedade e auxilia no controle de peso.

Referências:

ADRIAENSSENS, Karl Alves. Suplementação de colágeno hidrolisado e seu impacto no tratamento de Osteoartrite e Reumatoide: uma revisão da literatura. 2015.

IWAI, K; HASEGAWA, T; TAGUCI, Y; MORIMATSU, F; SATO, K; NAKAMURA, Y; HIGASHI, A; KIDO, Y; NAKABO, Y; OHTSUKI. K. Identification of FoodDerived Collagen Peptides in Human Blood after Oral Ingestion of Gelatin Hydrolysates. J. Agric. Food Chem., v.53, p.6531–6536, 2005.

OESSER, S.; ADAM, M.; BABEL, W.; SEIFERT, J. Oral Administration of 14C labeled gelatin hydrolysate leads to an accumulation of radioactivity in cartilage of mice (C57/BL). Journal of Nutrition, v.129, p.1891—1895, 1999.

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