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REVISÕES E ESTUDOS

Postado em 13 de Outubro de 2017 às 12h43

O papel regulador do magnésio no organismo

Revisões (23)

O magnésio (Mg) é o principal cátion intracelular com concentração livre no citosol, participando como co-fator em mais de 300 reações enzimáticas, como oxidação da glicose, podendo contribuir com a sensibilidade insulínica, sendo observado que quanto maior a ingestão menor a incidência de diabetes na população.

Entre estes mecanismos, os que mais interferem no metabolismo desse mineral são os efeitos diretos e indiretos da falta de insulina, da deficiência endógena de vitamina D, da carência de piridoxina e da perda de taurina, e também os efeitos iatrogênicos, tais como altas doses de insulina e biguanidas e doses farmacológicas de vitaminas B e C. Aparentemente, a severidade do diabetes, mais do que sua existência, contribui para o desenvolvimento da deficiência de Mg nesta doença. Sistemicamente, participa da regulação da secreção de PTH (paratormônio), diminui a pressão sangüínea e altera a resistência vascular periférica.

Este último efeito, inclusive, faz com que o magnésio tenha um efeito protetor no pós-operatório de cirurgias cardíacas, pois minimiza a vasoconstrição induzida por agonistas, diminuindo o risco de desenvolvimento de arritmias cardíacas e queda do débito cardíaco nestes pacientes. O principal regulador do magnésio no organismo é o rim, onde 3 a 5% da carga filtrada é excretada pela urina.

Considera- se que há hipomagnesemia quando a concentração plasmática de magnésio é inferior a 1,5 mg/dL. É um distúrbio comumente encontrado na prática clínica, atingindo cerca de 12% dos pacientes hospitalizados, podendo chegar a 65% naqueles sob cuidados intensivos. Após um infarto agudo do miocárdio, por exemplo, é comum o paciente apresentar hipomagnesemia, o que o deixa mais vulnerável ao desenvolvimento de arritmias cardíacas, um novo evento isquêmico ou até mesmo morte súbita. A diurese após obstrução pós-renal ou transplante renal também pode levar a grandes perdas de magnésio, deixando o paciente em estado de carência.

Em pacientes com doença coronariana, sabe-se que o magnésio exerce um papel importante na melhora da função endotelial, na supressão do espasmo coronário naqueles que apresentam angina e parece minimizar a trombose dependente de plaquetas. Estudos baseados em isquemia apontam para um possível efeito protetor do magnésio na perda auditiva, na preservação da função hepática e na perda neuronal. Entretanto, pouco se sabe sobre o papel deste íon no contexto da isquemia renal, bem como de suas repercussões.

Referências:

SANTOS, Alana Fabiola Lima et al. EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE MAGNÉSIO EM PORTADORES DE DIABETES MELLITUS TIPO 2 EFFECT OF MAGNESIUM SUPPLEMENTATION IN CARRIERS OF TYPE 2 DIABETES MELLITUS.
DA SILVA, Josenalva Cassiano; SEGURO, Antonio Carlos. Efeito da hipomagnesemia e da suplementação de magnésio sobre a insuficiência renal aguda pós-isquêmica. Revista de Medicina, v. 81, n. 1-4, p. 1-7, 2002.

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